Entendendo o Comportamento: Quando o Cachorro Faz Pouco Xixi?
Notar que seu cachorro está fazendo pouco xixi pode gerar apreensão em qualquer tutor. Essa diminuição na frequência ou volume da urina é um sintoma que pode indicar diversas condições de saúde ou comportamentais, exigindo atenção e investigação. É importante entender que a quantidade de urina pode variar com base em fatores como ingestão de água, dieta, atividade física e temperatura ambiente. No entanto, uma mudança abrupta e persistente nesse padrão não deve ser ignorada, pois pode ser o primeiro sinal de um problema subjacente que precisa de diagnóstico e tratamento adequados por um profissional veterinário.
- A quantidade de urina em cães varia significativamente dependendo da ingestão de líquidos.
- Mudanças na dieta e no nível de atividade física também influenciam a produção de urina.
- Fatores ambientais, como calor excessivo, podem levar à desidratação e, consequentemente, à diminuição da urina.
- Sinais de alerta incluem dificuldade visível ao urinar, sangue na urina ou mudanças drásticas no comportamento do pet.
A principal preocupação ao notar um cachorro fazendo pouco xixi reside na possibilidade de obstrução do trato urinário, que é uma emergência médica. Outras causas comuns incluem desidratação, infecções do trato urinário (ITU), problemas renais, diabetes, ou até mesmo dor e desconforto que fazem o animal evitar o ato de urinar. Ignorar esses sinais pode levar a complicações graves, como insuficiência renal ou ruptura da bexiga. Portanto, a observação atenta e a ação rápida são cruciais para o bem-estar do seu companheiro de quatro patas.
Principais Causas de Diminuição na Urina em Cães
Diversos fatores podem levar um cachorro a fazer pouco xixi, desde condições simples de manejo até doenças complexas. Compreender essas causas é o primeiro passo para identificar a origem do problema e buscar a solução mais adequada. A avaliação profissional é indispensável para um diagnóstico preciso, mas conhecer as possibilidades ajuda a direcionar a conversa com o veterinário e a observar os sinais mais relevantes.
Desidratação e Ingestão Insuficiente de Água
A causa mais direta para a diminuição da produção de urina é a falta de hidratação. Se o seu cachorro não está bebendo água suficiente, seja por falta de acesso, por algum problema de saúde que diminui a sede, ou pela indisponibilidade de água fresca, o corpo tentará reter o máximo de líquido possível. Isso resulta em urina mais concentrada e em menor volume. Em dias quentes ou após intensa atividade física, a necessidade de hidratação aumenta, e a falta dela pode rapidamente levar à desidratação.
Infecções do Trato Urinário (ITU) e Cistite
Infecções bacterianas que afetam a bexiga (cistite) ou outras partes do trato urinário são causas frequentes de alterações na micção. Em casos de infecção, o cachorro pode sentir dor e desconforto ao urinar, o que o leva a tentar urinar com menos frequência ou a apresentar dificuldade em esvaziar completamente a bexiga. Outros sintomas associados incluem dor abdominal, vocalizações durante a micção e, por vezes, a presença de sangue no xixi de cachorro. A cistite em cachorro exige tratamento com antibióticos prescritos por um veterinário.
Problemas Renais
Os rins desempenham um papel vital na filtragem do sangue e na produção de urina. Doenças renais crônicas ou agudas podem comprometer essa função. Em estágios iniciais, os rins podem ter dificuldade em concentrar a urina, levando a um aumento na produção de urina diluída. Contudo, em fases mais avançadas ou em casos de insuficiência renal aguda, os rins podem perder a capacidade de filtrar resíduos, resultando na diminuição drástica da produção de urina ou até mesmo na anúria (ausência total de urina). A ração renal cachorro é frequentemente indicada em casos de doença renal crônica, mas o manejo da produção de urina depende do estágio da doença.
Obstrução do Trato Urinário
Esta é talvez a causa mais perigosa e que requer atenção imediata. Uma obstrução nas vias urinárias, frequentemente causada por cálculos (pedras) na bexiga ou uretra, ou por tumores, impede o fluxo normal da urina. Um cachorro com obstrução pode tentar urinar repetidamente sem sucesso, demonstrando grande sofrimento. A incapacidade de urinar leva ao acúmulo de toxinas no corpo e pode causar ruptura da bexiga, resultando em peritonite e risco de morte. Qualquer sinal de esforço excessivo para urinar, especialmente acompanhado de dor intensa, é uma emergência veterinária.
Diabetes Mellitus
O diabetes pode afetar a função renal e, em alguns casos, levar a alterações na micção. Cães diabéticos frequentemente urinam mais, mas em certos cenários, especialmente se houver complicações renais associadas, a produção de urina pode ser afetada de forma complexa. A sede excessiva e o aumento da frequência urinária são sintomas clássicos, mas a diminuição pode ocorrer se houver comprometimento renal secundário.
Condições Comportamentais e Dor
Em alguns casos, um cachorro pode fazer pouco xixi não por um problema físico direto no trato urinário, mas sim por dor ou desconforto em outras partes do corpo que tornam o ato de se agachar para urinar doloroso. Problemas articulares, lesões na coluna ou até mesmo medo e ansiedade podem levar o animal a reter a urina ou a tentar fazê-lo em posições incomuns e menos frequentes. Ensinar o cachorro a fazer xixi no lugar certo com tapete para cachorro fazer xixi requer paciência, mas se ele evita o tapete por dor, a causa física deve ser investigada primeiro.
Monitore a ingestão de água do seu pet diariamente e ofereça sempre água fresca e limpa, especialmente em dias quentes ou após atividades físicas intensas.
Sinais de Alerta e Quando Procurar um Veterinário
Identificar os sinais de alerta é crucial para intervir precocemente quando seu cachorro faz pouco xixi. Uma mudança na quantidade ou frequência urinária é o principal indicador, mas outros sintomas podem acompanhar o problema, fornecendo pistas valiosas sobre a gravidade e a natureza da condição. Prestar atenção a esses detalhes pode fazer toda a diferença no diagnóstico e tratamento.
Alterações na Frequência e Volume Urinário
A diminuição notável na frequência com que o cachorro precisa urinar, ou um volume de urina significativamente menor a cada vez, são os sinais mais diretos. Se o seu cão costuma urinar 3-4 vezes ao dia e agora só o faz uma vez, ou se a quantidade de urina no recipiente ou no tapete higiênico diminuiu pela metade, isso é um motivo para preocupação. A urina pode parecer mais escura e concentrada.
Dificuldade ou Dor ao Urinar
Observe se o seu cachorro demonstra esforço excessivo para urinar, se ele fica em posição de micção por mais tempo que o normal, se treme, chora ou demonstra dor durante o ato. A dificuldade em iniciar a micção ou a interrupção súbita do fluxo urinário são sinais de alerta graves, especialmente se houver suspeita de obstrução. A infecção urinária em cachorro ou a cistite podem causar essa dor e urgência.
Presença de Sangue na Urina
O cachorro que urina sangue (hematúria) pode indicar diversas condições, incluindo infecções, inflamações, pedras na bexiga, tumores ou trauma. Mesmo que a quantidade de urina pareça normal, a presença de sangue é um sinal de que algo está errado e requer investigação veterinária imediata. A cor rosada, avermelhada ou marrom-avermelhada na urina é um indicativo claro.
Mudanças no Comportamento Geral
Letargia, perda de apetite, vômitos, aumento da sede (polidipsia) ou inchaço abdominal podem estar associados a problemas sérios que afetam a produção ou eliminação de urina. Um cachorro que parece desconfortável, apático ou que evita o contato pode estar sentindo dor interna. A busca por alívio em locais inusitados ou a dificuldade em se posicionar para urinar também são comportamentos a serem notados.
Quando a Consulta Veterinária é Urgente?
Uma consulta veterinária é urgente se o seu cachorro apresentar qualquer um dos seguintes sinais: incapacidade total de urinar, sinais claros de dor intensa ao tentar urinar, vômitos persistentes, letargia extrema, sangramento visível na urina, ou inchaço abdominal súbito. Para essas situações, procure um pronto-atendimento veterinário imediatamente, pois podem indicar uma emergência médica que ameaça a vida do animal. Para casos menos agudos, mas persistentes, agende uma consulta o mais breve possível para evitar o agravamento do quadro.
A observação atenta dos hábitos de micção e de outros comportamentos do seu cão é a ferramenta mais poderosa para identificar precocemente problemas de saúde.
Diagnóstico Veterinário: Como Identificar a Causa?
Ao levar seu cachorro ao veterinário com a queixa de que ele está fazendo pouco xixi, o profissional iniciará um processo de investigação minucioso para determinar a causa exata. Este processo envolve uma combinação de histórico clínico, exame físico e testes diagnósticos específicos, garantindo que a condição seja corretamente identificada e tratada.
Histórico Clínico e Exame Físico Detalhado
O veterinário começará coletando informações detalhadas sobre os hábitos do seu pet: há quanto tempo o problema começou, se houve mudanças na dieta, ingestão de água, rotina de exercícios, ou se o animal teve acesso a substâncias tóxicas. Perguntará sobre outros sintomas observados e o histórico de saúde geral. Em seguida, realizará um exame físico completo, prestando atenção especial ao abdômen (palpando a bexiga e os rins), à região genital e ao estado geral de hidratação e bem-estar do cão.
Exames de Urina (Urinálise)
A análise da urina é fundamental. Ela pode revelar a presença de infecções (leucócitos, nitritos), cristais (sugestivos de cálculos), sangue (hematúria), proteínas ou glicose em excesso. A densidade urinária também é avaliada para verificar a capacidade dos rins de concentrar a urina. Uma amostra de urina pode ser coletada diretamente da bexiga por meio de cistocentese (punção com agulha), um método estéril que minimiza a contaminação.
Exames de Sangue
Os exames de sangue fornecem informações sobre a função renal (níveis de ureia e creatinina), hepática, eletrólitos e a presença de infecções sistêmicas ou inflamações. Podem também detectar condições como diabetes (nível de glicose) ou outras doenças metabólicas que afetam a saúde geral do cão e, consequentemente, a produção de urina.
Exames de Imagem
Para visualizar a estrutura dos rins, bexiga e uretra, exames de imagem são frequentemente necessários:
- Ultrassonografia abdominal: Permite avaliar o tamanho, a forma e a textura dos rins e da bexiga, identificar a presença de cálculos, tumores, inflamações ou obstruções. É uma ferramenta não invasiva e muito informativa.
- Radiografia (Raio-X): Útil para detectar cálculos radiopacos (visíveis no raio-x) na bexiga e uretra, além de avaliar o tamanho e a posição dos órgãos.
Cultura e Antibiograma
Se uma infecção do trato urinário for suspeita, uma amostra de urina pode ser enviada para cultura bacteriana. Este teste identifica o tipo específico de bactéria presente e, mais importante, determina quais antibióticos são mais eficazes contra ela. Isso garante que o tratamento para a infecção urinária em cachorro seja direcionado e eficiente.
Outros Testes Específicos
Dependendo das suspeitas clínicas, o veterinário pode solicitar testes adicionais, como biópsias de rim, exames hormonais ou citologia (análise de células) para diagnosticar condições mais raras ou complexas.
Tratamentos Comuns para Cachorros com Pouca Urina
O tratamento para um cachorro que faz pouco xixi é inteiramente dependente da causa diagnosticada. Uma vez que o veterinário identifique o problema subjacente, um plano terapêutico específico será elaborado para restaurar a função urinária normal e garantir a saúde do animal.
Hidratação e Fluidoterapia
Se a causa for desidratação, a reidratação é o primeiro passo. Isso pode ser feito oferecendo água fresca e incentivando o consumo, ou, em casos mais graves, através de fluidoterapia intravenosa (soro na veia) administrada na clínica veterinária. A fluidoterapia ajuda a restabelecer o equilíbrio hídrico e a permitir que os rins voltem a funcionar adequadamente, produzindo urina.
Antibióticos e Anti-inflamatórios
Para infecções do trato urinário (ITU) ou cistites, o tratamento geralmente envolve um curso de antibióticos prescritos. A duração e o tipo de antibiótico dependerão da bactéria identificada e da gravidade da infecção. Anti-inflamatórios podem ser usados para aliviar a dor e a inflamação na bexiga. É crucial seguir rigorosamente a dosagem e o tempo de tratamento, mesmo que os sintomas melhorem rapidamente.
Medicações para Doenças Renais e Diabetes
No caso de doenças renais crônicas, o tratamento visa gerenciar os sintomas e retardar a progressão da doença. Isso pode incluir dietas especiais (como a ração renal cachorro), medicamentos para controlar a pressão arterial, suplementos e, em alguns casos, diuréticos. Para diabetes, o tratamento envolve a administração de insulina e uma dieta controlada para manter os níveis de glicose estáveis. O manejo do diabetes e das suas complicações renais é um processo contínuo.
Procedimentos para Obstruções Urinárias
Obstruções no trato urinário são emergências que frequentemente requerem intervenção cirúrgica ou procedimentos para remover o bloqueio. Em casos de cálculos na uretra, pode ser possível empurrá-los de volta para a bexiga com o auxílio de um cateter urinário para posterior remoção cirúrgica ou por cistoscopia. Se a obstrução for causada por tumores ou estenoses (estreitamentos), cirurgias mais complexas podem ser necessárias. Após a desobstrução, o cuidado com a hidratação e o monitoramento são essenciais.
Manejo da Dor e Condições Comportamentais
Se a causa for dor ou desconforto em outras partes do corpo, o tratamento se concentrará em aliviar essa dor com analgésicos e anti-inflamatórios apropriados para cães. Para questões comportamentais, como ansiedade que leva à retenção urinária, o veterinário pode recomendar modificação de comportamento, terapia de dessensibilização ou, em alguns casos, medicação ansiolítica. Técnicas de reforço positivo para ensinar o cachorro a fazer xixi no lugar certo continuam sendo importantes.
O manejo da causa raiz é sempre mais eficaz do que tratar apenas o sintoma da pouca urina.
Prevenção e Cuidados Contínuos
A prevenção de problemas urinários em cães envolve cuidados diários e a manutenção de um estilo de vida saudável para o seu pet. Embora nem todas as condições possam ser evitadas, muitas medidas podem reduzir significativamente o risco de desenvolvimento de doenças que afetam a micção.
Garantir Hidratação Adequada
A oferta constante de água fresca e limpa é a medida preventiva mais importante. Certifique-se de que o bebedouro do seu cão esteja sempre cheio e limpo. Em dias quentes, ou se o seu cão é muito ativo, considere ter mais de um ponto de água ou adicionar cubos de gelo para mantê-la fresca. Alguns cães preferem fontes de água corrente, que podem estimular a ingestão. Se o seu cachorro tem pouca sede, converse com o veterinário sobre como estimular o consumo de líquidos, talvez adicionando um pouco de caldo de frango sem sal à água ou oferecendo alimentos úmidos.
Dieta Balanceada e de Qualidade
Uma alimentação equilibrada contribui para a saúde geral, incluindo a renal e a urinária. Escolha rações de boa qualidade, adequadas à idade, porte e nível de atividade do seu cão. Em casos de predisposição a problemas urinários, como a formação de cristais ou pedras, o veterinário pode recomendar uma dieta terapêutica específica. A introdução de alimentos úmidos pode também aumentar a ingestão de líquidos. A importância da ração renal cachorro, por exemplo, só se aplica sob orientação veterinária.
Monitoramento Regular da Saúde
Leve seu cachorro para check-ups veterinários regulares, pelo menos uma vez ao ano, ou mais frequentemente se ele for idoso ou tiver condições de saúde preexistentes. Exames de rotina, incluindo análises de sangue e urina, podem detectar problemas em estágios iniciais, antes que se tornem graves. Fique atento a qualquer mudança no comportamento ou nos hábitos de micção do seu pet e comunique ao veterinário.
Controle de Peso e Exercícios Físicos
Manter o peso ideal do seu cachorro ajuda a prevenir uma série de problemas de saúde, incluindo aqueles que podem afetar indiretamente o trato urinário. O exercício físico regular, adequado à raça e condição física do animal, também é importante para a saúde geral e para manter o corpo funcionando corretamente. O excesso de peso pode, por exemplo, agravar condições como diabetes ou problemas articulares que podem levar à dor ao urinar.
Higiene e Ambiente Seguro
Mantenha o ambiente do seu cão limpo, especialmente se ele utiliza tapetes higiênicos. A higiene adequada ajuda a prevenir infecções. Certifique-se de que o local onde ele faz as necessidades seja acessível e seguro. Se você usa tapete para cachorro fazer xixi, limpe-o regularmente para evitar odores e proliferação de bactérias. Ensinar o cachorro a fazer xixi no lugar certo desde cedo também contribui para um comportamento urinário saudável.
Evitar Toxinas e Substâncias Nocivas
Mantenha produtos de limpeza, medicamentos humanos, plantas tóxicas e outros itens potencialmente nocivos fora do alcance do seu cachorro. A ingestão acidental de substâncias tóxicas pode causar danos graves aos rins e a outros órgãos, afetando a produção de urina e a saúde geral.
Se você notar que seu cachorro tem dificuldade em se abaixar para urinar devido a dor nas articulações, consulte o veterinário sobre analgésicos e suplementos para saúde articular.
Mitos e Verdades Sobre a Urina Canina
O universo dos cães é repleto de crenças populares, e a saúde urinária não é exceção. Desmistificar algumas ideias equivocadas é importante para garantir que os tutores ofereçam os cuidados corretos aos seus pets, sem cair em armadilhas de desinformação. A urina canina, quando normal, é um indicador de saúde, mas suas alterações podem ser mal interpretadas.
Mito: Pouco xixi significa que o cachorro está 'segurando' por malcriação.
Verdade: A retenção voluntária de urina por um período prolongado é rara e geralmente está associada a dor, medo ou estresse extremo. Na maioria das vezes, um cachorro que faz pouco xixi está enfrentando uma dificuldade física ou uma condição médica que impede a micção normal. A ideia de que ele está apenas sendo 'teimoso' pode atrasar a busca por ajuda veterinária.
Mito: A cor da urina não importa, desde que saia.
Verdade: A cor da urina pode variar, mas alterações drásticas são sinais importantes. Uma urina muito escura e concentrada pode indicar desidratação ou problemas renais. A presença de sangue (vermelho ou rosa) ou turbidez excessiva pode indicar infecção, inflamação ou presença de cristais/pedras. Um veterinário pode interpretar essas mudanças.
Mito: Sangue na urina é sempre um sinal de problemas graves.
Verdade: Embora o sangue na urina (hematúria) seja sempre um motivo para consulta veterinária, a causa pode variar. Pode ser desde uma infecção urinária leve até condições mais sérias como tumores ou pedras. Um diagnóstico preciso é necessário para determinar a gravidade e o tratamento adequado.
Mito: Beber muita água é ruim para os rins.
Verdade: Na verdade, a ingestão adequada de água é fundamental para a saúde renal. Os rins precisam de água para filtrar resíduos do sangue e produzir urina. Uma ingestão insuficiente de líquidos é que pode sobrecarregar os rins e levar a problemas. A ingestão excessiva de água sem causa aparente (polidipsia) pode ser um sintoma de outras doenças, como diabetes ou problemas hormonais, e deve ser avaliada por um veterinário.
Mito: Se o cachorro urina normalmente em casa, não há problema.
Verdade: O local onde o cachorro urina não indica necessariamente que a produção de urina está normal. Se ele está fazendo pouco volume ou com dificuldade, mesmo que em locais apropriados, o problema de saúde subjacente persiste. Ignorar esses sinais pode levar a complicações sérias, independentemente do local de micção.
Mito: Cães idosos urinam menos por natureza.
Verdade: Embora a função renal possa diminuir ligeiramente com a idade, uma redução drástica na produção de urina em cães idosos não é normal e geralmente indica uma condição médica subjacente, como doença renal crônica, infecções ou outras comorbidades. Cães idosos podem precisar de mais atenção veterinária e dietas específicas.
Cuidados com o Ambiente e Higiene
O ambiente em que o cachorro vive e os cuidados com a higiene desempenham um papel significativo na sua saúde geral e, consequentemente, na prevenção de problemas urinários. Um ambiente limpo e seguro não só contribui para o bem-estar físico, mas também pode influenciar comportamentos relacionados à micção.
A Importância da Limpeza e Acessibilidade
Manter o local onde o cachorro faz as necessidades limpo é fundamental. Resíduos de urina e fezes podem atrair parasitas e bactérias, aumentando o risco de infecções. Se você utiliza tapete para cachorro fazer xixi, troque-o ou limpe-o com frequência. A acessibilidade ao local de eliminação também é crucial; um cachorro com dor nas articulações, por exemplo, pode evitar áreas de difícil acesso.
Remoção de Odores e Manchas
Odores persistentes de urina podem atrair o cão a urinar no mesmo local repetidamente, mesmo após a limpeza superficial. Para remover completamente o cheiro e as manchas, é recomendado o uso de produtos enzimáticos específicos para como tirar o cheiro de xixi de cachorro. Esses produtos quebram as moléculas orgânicas da urina, eliminando o odor na raiz. Tentar como tirar cheiro de xixi de cachorro do sofa ou de outros tecidos requer paciência e os produtos adequados.
Produtos para Higienização e Controle de Odores
Existem diversos produtos no mercado voltados para a limpeza e controle de odores de urina de pets. Além dos limpadores enzimáticos, alguns produtos contêm bactericidas que ajudam a higienizar a área. Ao escolher um produto para tirar cheiro de xixi de cachorro, verifique se ele é seguro para animais e para o tipo de superfície a ser limpa. Evite produtos à base de amônia, pois o odor pode atrair o cachorro a urinar novamente.
Treinamento e Reforço Positivo
O treinamento para que o cachorro faça xixi no local correto é essencial para um convívio harmonioso e para observar padrões de micção. O uso de reforço positivo, como petiscos e elogios, quando ele acerta, é mais eficaz do que punições. Se o treinamento estiver difícil, ou se o cachorro começar a urinar em locais inadequados de repente, pode ser um sinal de alerta para um problema de saúde ou estresse.
Prevenindo Acidentes e Garantindo Bem-Estar
Um ambiente seguro e previsível ajuda o cão a se sentir mais confortável e confiante. Aves de limpeza regulares, acesso fácil à água e a um local para fazer as necessidades, e uma rotina consistente contribuem para o bem-estar geral. Se o seu cachorro apresentar qualquer dificuldade em se locomover ou demonstrar desconforto, a consulta veterinária é importante para descartar problemas que afetem sua capacidade de se posicionar para urinar.
A higiene adequada do ambiente não apenas melhora a qualidade de vida do tutor, mas é um pilar na manutenção da saúde do seu pet.
Considerações Sobre Dieta e Nutrição
A dieta desempenha um papel crucial na saúde geral do cachorro, incluindo a função renal e urinária. A escolha da alimentação adequada pode prevenir ou auxiliar no manejo de diversas condições que podem levar um cão a fazer pouco xixi.
Importância da Hidratação na Dieta
A ingestão hídrica é fundamental para a saúde renal e para a produção de urina. Dietas secas (ração seca) contêm uma porcentagem muito baixa de umidade, enquanto alimentos úmidos (patês, sachês) possuem uma quantidade significativamente maior. Para cães que tendem a beber pouca água, a inclusão de alimentos úmidos na dieta pode ser uma excelente forma de aumentar a ingestão de líquidos e, consequentemente, a produção de urina, além de ajudar na prevenção de cálculos.
Dietas Terapêuticas e Renal
Para cães diagnosticados com doenças renais, a ração renal cachorro é frequentemente prescrita. Essas dietas são formuladas para ter níveis controlados de fósforo e proteína, além de conterem ácidos graxos ômega-3 e antioxidantes que ajudam a reduzir a inflamação e o estresse oxidativo nos rins. O objetivo é retardar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida do animal. É vital que essas dietas sejam prescritas e acompanhadas por um veterinário, pois não são adequadas para cães saudáveis.
Prevenção de Cristais e Cálculos Urinários
A composição da dieta pode influenciar a formação de cristais e cálculos na bexiga e nos rins. Dietas que promovem um pH urinário adequado e contêm níveis controlados de certos minerais (como magnésio e cálcio) podem ajudar a prevenir a formação desses depósitos. Em alguns casos, pode ser recomendado um tapete para cachorro fazer xixi em locais específicos, mas a prevenção de cálculos passa principalmente pela dieta e hidratação.
Suplementação e Nutrientes Essenciais
Alguns suplementos podem ser benéficos sob orientação veterinária. Por exemplo, ácidos graxos ômega-3 podem ter efeitos anti-inflamatórios. Antioxidantes como vitaminas E e C podem ajudar a combater o estresse oxidativo. Prebióticos e probióticos podem melhorar a saúde intestinal, o que, por sua vez, pode impactar positivamente a saúde geral e a função imunológica.
O que Evitar na Dieta
Alimentos ricos em sódio podem aumentar a pressão arterial e sobrecarregar os rins. Alimentos com alto teor de gordura podem ser difíceis de digerir para alguns cães, especialmente se houver problemas digestivos associados. Evite dar restos de comida humana, pois muitos alimentos que consumimos são inadequados e até tóxicos para cães. Consulte sempre o veterinário antes de fazer mudanças drásticas na dieta ou de introduzir suplementos.
A nutrição adequada é um pilar para a saúde urinária e renal, devendo ser sempre considerada no manejo do bem-estar canino.
