Dermatite em Cachorro Tem Cura? Desmistificando a Doença de Pele Canina
A pergunta "dermatite em cachorro tem cura?" ecoa em muitos lares, trazendo preocupação aos tutores que observam seus companheiros de quatro patas sofrendo com coceiras intensas e lesões na pele. Embora a cura definitiva para todas as formas de dermatite canina nem sempre seja alcançável no sentido de erradicação total, é crucial entender que a maioria das condições dermatológicas em cães pode ser controlada e manejada efetivamente, permitindo que o animal tenha uma vida plena e confortável. O foco, muitas vezes, reside no manejo dos sintomas, na identificação e remoção dos gatilhos, e na prevenção de novas crises, o que pode ser interpretado como uma forma de 'cura' funcional e duradoura.
- Dermatites em cães podem ser controladas, não sempre curadas.
- Identificar a causa é o primeiro passo para o tratamento.
- O manejo envolve tratamento de sintomas e prevenção de crises.
- O bem-estar do cão é a prioridade no tratamento.
- Consulte um veterinário para diagnóstico e plano terapêutico.
O universo das doenças de pele em cães é vasto e complexo, englobando desde infecções bacterianas e fúngicas até alergias ambientais, alimentares ou parasitárias, além de condições genéticas e autoimunes. Cada tipo de dermatite apresenta desafios únicos em seu diagnóstico e tratamento. Compreender essa diversidade é o primeiro passo para desmistificar se dermatite em cachorro tem cura e, mais importante, como proporcionar alívio e qualidade de vida ao seu pet. Este artigo visa explorar as causas, os sinais de alerta e as abordagens terapêuticas mais eficazes para as dermatites caninas, oferecendo um panorama completo para tutores preocupados.
A busca pela cura é natural, mas a realidade veterinária nos ensina que, em muitas situações, o objetivo terapêutico principal se torna o controle eficaz da doença, minimizando o sofrimento e a recorrência dos sintomas. Uma doença inflamatória crônica, como a dermatite atópica, por exemplo, raramente é 'curada' no sentido de desaparecer para sempre, mas pode ser tão bem controlada que o cão vive sem apresentar sinais clínicos significativos por longos períodos. A chave está na precisão do diagnóstico e na adesão a um plano de tratamento personalizado, que deve ser sempre orientado por um médico veterinário.
Por Que Meu Cachorro Está Com Dermatite? As Causas Mais Comuns
Entender a origem da dermatite é fundamental para determinar se dermatite em cachorro tem cura e, principalmente, como abordá-la. As causas para o desenvolvimento de doenças de pele em cães são diversas e muitas vezes interligadas. Um sistema imunológico comprometido ou reativo pode abrir portas para uma variedade de problemas dermatológicos, tornando o cachorro mais suscetível a infecções e inflamações.
Fatores Alergênicos: Os Vilões Invisíveis
As alergias são uma das principais responsáveis por casos de dermatite em cães. Elas podem ser desencadeadas por:
- Alergia Alimentar: Reações a proteínas específicas presentes na ração ou em petiscos, como frango, carne bovina, laticínios ou trigo. Os sintomas podem incluir coceira intensa, vômitos e diarreia.
- Alergia Ambiental (Atopia): Sensibilidade a alérgenos presentes no ambiente, como pólen de plantas, ácaros da poeira, mofo e até mesmo pelos de outros animais. Essa é uma condição crônica que exige manejo contínuo.
- Dermatite Alérgica à Picada de Pulga (DAPP): Uma reação alérgica à saliva da pulga. Mesmo uma única picada pode desencadear uma coceira intensa e generalizada em cães sensíveis.
Infecções: Bactérias e Fungos em Ação
A pele, quando sua barreira de proteção é comprometida (muitas vezes por alergias ou parasitas), torna-se um ambiente propício para o desenvolvimento de microrganismos. As infecções mais comuns incluem:
- Infecções Bacterianas (Piodermite): Causadas frequentemente por bactérias como Staphylococcus. Podem se manifestar como pústulas, crostas e áreas avermelhadas na pele.
- Infecções Fúngicas (Micoses): A mais conhecida é a dermatofitose (micose ou 'sarna de cachorro'), causada por fungos dermatófitos. Também podem ocorrer infecções por Malassezia, um fungo comensal que prolifera em pele úmida e inflamada.
Parasitas: Sarna e Outras Invasões
Parasitas externos são frequentemente citados quando se fala em 'sarna em cachorro', uma das formas mais comuns de dermatite. Diferentes tipos de ácaros causam diferentes tipos de sarna:
- Sarna Demodécica (Demodicose): Causada pelo ácaro *Demodex*, que vive normalmente nos folículos pilosos, mas pode proliferar em cães com o sistema imunológico debilitado. Pode causar queda de pelo localizada ou generalizada, inflamação e, em casos graves, infecções secundárias.
- Sarna Sarcóptica (Escabiose): Causada pelo ácaro *Sarcoptes scabiei*, altamente contagioso e que causa coceira extremamente intensa, perda de pelo, vermelhidão e crostas, principalmente em orelhas, cotovelos e abdômen. A sarna de cachorro pega em humano, causando uma dermatite transitória e pruriginosa.
- Ácaros do Ouvido (Otodectes cynotis): Embora afetem primariamente os ouvidos, podem se espalhar para a pele ao redor, causando irritação.
Outras Causas a Considerar
Além desses, fatores como:
- Predisposição Genética: Algumas raças são mais propensas a desenvolver certas condições dermatológicas.
- Doenças Sistêmicas: Problemas hormonais (como hipotireoidismo ou doença de Cushing), doenças autoimunes e até mesmo o estresse podem afetar a saúde da pele.
- Traumas e Irritações: Arranhões excessivos, contato com substâncias irritantes ou atrito constante podem levar ao desenvolvimento de dermatites.
A complexidade das causas significa que, para responder a 'dermatite em cachorro tem cura?', é essencial identificar o agente causador ou a combinação de fatores. Sem esse diagnóstico preciso, o tratamento pode ser ineficaz ou paliativo.
Sintomas de Dermatite em Cães: O Que Procurar?
Observar atentamente o comportamento e a condição física do seu cão é o primeiro passo para intervir precocemente em casos de dermatite. Os sintomas podem variar amplamente dependendo da causa, mas alguns sinais são bastante comuns e indicam que seu cachorro está se coçando muito e pode estar desenvolvendo ou já manifestando uma doença de pele.
Coceira (Prurido) Excessiva
Este é, sem dúvida, o sintoma mais característico e angustiante. A coceira pode ser tão intensa a ponto de o cão não conseguir descansar, se lamber ou morder constantemente as áreas afetadas. O prurido pode ser generalizado pelo corpo ou localizado em regiões específicas, como patas, orelhas, abdômen, axilas ou base da cauda.
Alterações na Pele e Pelagem
A pele do seu cachorro pode apresentar diversas alterações visíveis:
- Vermelhidão (Eritema): Áreas da pele ficam inflamadas e avermelhadas.
- Lesões e Feridas: Arranhões profundos causados pela coceira intensa podem evoluir para feridas abertas, que sangram ou liberam secreção.
- Pústulas e Bolhas: Pequenas elevações na pele contendo pus ou líquido.
- Crostas e Escamas: Formações secas ou oleosas que cobrem a pele, muitas vezes resultantes de infecções secundárias ou cicatrização.
- Queda de Pelo (Alopecia): A perda de pelo pode ser localizada, formando falhas circulares (comuns em sarnas), ou generalizada, deixando o cachorro com áreas sem pelos ou completamente sem pelos (cachorro sem pelo).
- Pele Espessada e Pigmentada: Em casos crônicos, a pele pode ficar mais grossa, enrugada e com coloração escura devido à inflamação persistente.
Odor Desagradável
Infecções bacterianas ou fúngicas secundárias, especialmente aquelas causadas por Malassezia, podem conferir à pele e ao pelo do cão um odor característico, muitas vezes descrito como mofado ou de 'salgadinho rançoso'.
Lesões em Orelhas e Patas
As orelhas podem apresentar inflamação, acúmulo de cera escura e com odor forte, secreção e coceira (otite). As patas frequentemente ficam avermelhadas, inchadas e o cão pode lamber compulsivamente as regiões interdigitais (entre os dedos), desenvolvendo lesões e infecções.
Identificar esses sinais precocemente é vital. Uma doença de pele em cachorro que não é tratada pode evoluir rapidamente, causar sofrimento intenso e levar a complicações secundárias. Se você notar qualquer um desses sintomas, procure um veterinário. A resposta à pergunta 'dermatite em cachorro tem cura?' depende diretamente de quão cedo o problema é diagnosticado e tratado.
Diagnóstico Veterinário: O Caminho Para Saber se Dermatite em Cachorro Tem Cura
A complexidade e a variedade de causas para a dermatite em cães tornam o diagnóstico veterinário um passo indispensável. Sem ele, é impossível determinar se dermatite em cachorro tem cura, qual a melhor abordagem terapêutica ou como prevenir futuras crises. O médico veterinário utilizará uma combinação de histórico, exame físico e testes específicos para chegar a um diagnóstico preciso.
Anamnese Detalhada: O Histórico do Paciente
O veterinário iniciará com uma conversa aprofundada com o tutor. Informações como:
- Início e progressão dos sintomas (coceira, lesões, queda de pelo).
- Histórico de parasitas (pulgas, carrapatos) e controle utilizado.
- Mudanças recentes na dieta, ambiente ou rotina do cão.
- Histórico de tratamentos anteriores e suas respostas.
- Presença de outros animais ou pessoas com coceira em casa (para avaliar a possibilidade de zoonoses como sarna de cachorro pega em humano).
- Padrão de alimentação e petiscos.
São cruciais para direcionar a investigação.
Exame Físico Completo
O veterinário examinará cuidadosamente toda a pele e pelagem do cão, avaliando a extensão das lesões, a localização, o tipo de inflamação, a presença de parasitas visíveis, e o estado geral do animal. A atenção especial será dada às áreas mais afetadas, como patas, orelhas e dobras de pele.
Testes Diagnósticos Essenciais
Com base nas suspeitas iniciais, diversos testes podem ser solicitados:
Para Diagnóstico de Parasitas e Infecções
- Raspado de Pele: Utilizado para identificar ácaros causadores de sarna (como *Demodex* e *Sarcoptes*). Diferentes profundidades de raspagem são realizadas dependendo do ácaro suspeito.
- Citologia Cutânea: Coleta de células da superfície da pele (com fita adesiva, swab ou raspado superficial) para examinar ao microscópio a presença de bactérias, leveduras (Malassezia) e células inflamatórias.
- Cultura Fúngica (Dermatofitose): Coleta de pelos e escamas para cultura em meio específico, que identifica fungos causadores de micoses.
- Cultura Bacteriana e Antibiograma: Quando infecções bacterianas são suspeitas, uma cultura pode ser realizada para identificar a bactéria e testar quais antibióticos são mais eficazes (antibiograma).
Para Diagnóstico de Alergias
- Dieta de Eliminação: Considerada o padrão ouro para diagnóstico de alergia alimentar. Consiste em oferecer ao cão uma dieta com fontes de proteína e carboidrato que ele nunca consumiu antes por um período mínimo de 8-12 semanas. Se os sintomas melhorarem, reintroduz-se a dieta anterior para confirmar a reação.
- Testes Alérgicos (Intradérmico ou Sanguíneo): Para alergias ambientais (atopia). O veterinário pode indicar a realização desses testes para identificar os alérgenos específicos (pólen, ácaros, mofo) aos quais o cão é sensível, auxiliando na formulação de imunoterapia.
Outros Testes
- Biópsia de Pele: Em casos mais complexos ou suspeita de doenças autoimunes, tumores ou outras condições dermatológicas menos comuns, uma pequena amostra de pele pode ser removida cirurgicamente para análise histopatológica em laboratório.
- Exames de Sangue e Urina: Podem ser solicitados para avaliar a saúde geral do cão e investigar possíveis doenças sistêmicas que afetam a pele, como problemas hormonais.
A precisão do diagnóstico é o pilar para o sucesso do tratamento. Responder a 'dermatite em cachorro tem cura?' depende, em grande parte, da capacidade do veterinário em identificar a causa raiz do problema.
Tratamentos para Dermatite em Cachorro: Rumo ao Controle e Bem-Estar
Uma vez que o diagnóstico é estabelecido, o médico veterinário definirá o plano terapêutico mais adequado. A abordagem para 'dermatite em cachorro tem cura?' se transforma em um plano de ação focado em controlar os sintomas, tratar a causa primária e prevenir recidivas, visando sempre a máxima qualidade de vida para o pet. Os tratamentos variam enormemente dependendo da condição diagnosticada.
Tratamento de Parasitas e Infecções
Se a causa for parasitária ou infecciosa, o tratamento direto é geralmente muito eficaz:
- Controle de Pulgas e Carrapatos: Uso de produtos antiparasitários (pipetas, comprimidos, coleiras) recomendados pelo veterinário para eliminar e prevenir infestações. A prevenção contínua é chave, especialmente para DAPP.
- Tratamento para Sarnas: Medicamentos antiparasitários específicos (oral, injetável ou tópico) são prescritos para eliminar os ácaros. A duração do tratamento varia, e o acompanhamento veterinário é essencial. Em casos de sarna demodécica, o foco é também no fortalecimento do sistema imunológico.
- Antibióticos e Antifúngicos: Para infecções bacterianas (piodermite) e fúngicas (micoses), são usados medicamentos sistêmicos (oral ou injetável) e/ou tópicos (shampoos, sprays, pomadas). O uso prolongado e a conclusão do ciclo de tratamento são fundamentais para erradicar a infecção e prevenir resistência.
Manejo de Alergias e Dermatites Crônicas
Para condições como atopia e alergias alimentares, o foco é no controle e manejo a longo prazo:
- Controle Ambiental: Minimizar a exposição a alérgenos como ácaros (limpeza frequente, capas antiácaro), pólen (evitar passeios em horários de pico) e mofo.
- Dietas Especiais: Para alergia alimentar, a dieta de eliminação seguida por uma dieta hipoalergênica ou de hidrolisados proteicos é a base do tratamento.
- Medicamentos para Controle da Coceira e Inflamação: O veterinário pode prescrever anti-histamínicos, corticosteroides (para alívio rápido e de curto prazo, com cautela), ou imunomoduladores (como ciclosporina ou oclacitinib), que atuam no sistema imunológico para reduzir a resposta alérgica e a coceira.
- Imunoterapia (Vacinas de Alergia): Para atopia, pode ser elaborada uma vacina personalizada com base nos testes alérgicos, administrada sob orientação veterinária para dessensibilizar o cão aos alérgenos ambientais.
Cuidados Tópicos: Shampoos e Condicionadores
O uso de produtos de higiene adequados é vital em quase todos os casos de dermatite. O shampoo para cachorro com dermatite, prescrito pelo veterinário, pode conter agentes antibacterianos, antifúngicos, hidratantes ou calmantes, dependendo da necessidade.
- Banhos Terapêuticos: A frequência e o tipo de shampoo são determinantes. Banhos regulares ajudam a remover alérgenos, detritos, parasitas e a acalmar a pele.
- Produtos Específicos: Shampoos antissépticos, antifúngicos, hidratantes, ou com aveia coloidal podem ser recomendados para complementar o tratamento sistêmico.
Suplementação e Nutrição
Ácidos graxos essenciais (ômega-3 e ômega-6) podem ajudar a fortalecer a barreira cutânea e reduzir a inflamação, sendo frequentemente recomendados como coadjuvantes terapêuticos.
Lembre-se que a automedicação pode ser perigosa. Cada cachorro é único, e o tratamento deve ser individualizado. Um plano terapêutico bem executado pode transformar a vida de um cão com dermatite, levando a um estado de remissão ou controle tão eficaz que se assemelha a uma cura funcional.
Prevenção e Cuidados a Longo Prazo: Mantendo a Pele Saudável
Responder se dermatite em cachorro tem cura é uma coisa, mas garantir que a pele do seu pet permaneça saudável após o tratamento ou para evitar que o problema surja é outro desafio importante. A prevenção e os cuidados contínuos são pilares para o bem-estar a longo prazo e para minimizar o risco de recidivas.
Controle Rigoroso de Parasitas
A prevenção contra pulgas e carrapatos deve ser feita o ano inteiro, independentemente da estação. Utilize produtos de qualidade recomendados pelo seu veterinário e siga rigorosamente as instruções de aplicação e frequência. A limpeza do ambiente onde o cão vive também é crucial para reduzir a carga parasitária.
Dieta de Qualidade e Adequada
Ofereça uma alimentação balanceada e de alta qualidade, formulada para as necessidades do seu cão. Para cães com histórico de alergia alimentar, manter a dieta terapêutica recomendada pelo veterinário, evitando petiscos não aprovados, é fundamental. Converse com seu veterinário sobre a possibilidade de suplementação com ácidos graxos essenciais para fortalecer a barreira cutânea.
Higiene e Cuidados Tópicos Adequados
Banhos com shampoos e condicionadores específicos para cães, preferencialmente aqueles recomendados pelo veterinário, ajudam a manter a pele limpa e saudável. A frequência dos banhos deve ser ajustada às necessidades do seu cão e às recomendações profissionais. Escove o pelo regularmente para remover pelos mortos, sujeira e estimular a circulação sanguínea.
Monitoramento Constante
Fique atento a qualquer sinal de mudança na pele ou pelagem do seu cão. Uma coceira leve, vermelhidão ou pequenas falhas no pelo podem ser os primeiros indícios de um problema que, se tratado precocemente, é mais fácil de controlar. Não hesite em contatar o veterinário ao menor sinal de alerta.
Ambiente Saudável e Livre de Estressores
Um ambiente limpo, com boa ventilação e livre de alérgenos ambientais em excesso, contribui significativamente para a saúde da pele. Reduzir fatores de estresse na vida do cão também pode ser benéfico, pois o estresse pode exacerbar condições inflamatórias e alérgicas.
A adesão a um plano de manejo contínuo é o que, na prática, confere uma resposta positiva à pergunta 'dermatite em cachorro tem cura?'. Para muitas doenças crônicas, a 'cura' se traduz em viver bem, sem sintomas incapacitantes, através de cuidados consistentes e acompanhamento veterinário.
Quando a Dermatite em Cachorro Pode Ser Considerada Curada?
É importante ser realista sobre o conceito de 'cura' quando falamos de dermatite em cachorros. Na medicina veterinária, assim como na humana, nem todas as condições são eliminadas completamente. A resposta para 'dermatite em cachorro tem cura?' depende muito da causa específica e da natureza da doença.
Causas Tratáveis e Erradicáveis
Em casos de dermatites causadas por infecções bacterianas ou fúngicas tratáveis, ou por parasitas como pulgas e sarnas específicas (quando tratadas corretamente), é possível alcançar uma cura completa. Uma vez que o agente infeccioso ou o parasita é eliminado e a pele se recupera sem danos permanentes, e se as medidas preventivas são mantidas, o cão pode ser considerado curado. Por exemplo, uma piodermite secundária bem tratada e a erradicação de uma infestação por pulgas podem resolver o problema definitivamente se a causa primária (como alergia ambiental) for minimizada.
Condições Crônicas e o Conceito de Remissão
Para doenças crônicas, como a dermatite atópica ou alergias alimentares severas, a 'cura' no sentido de erradicação total da doença é rara. Nesses cenários, o objetivo terapêutico é a remissão clínica. Isso significa que os sintomas (coceira, inflamação, lesões) são controlados a um nível tão baixo que se tornam imperceptíveis ou insignificantes para o bem-estar do cão. Um cão em remissão pode viver anos sem apresentar sinais clínicos da doença, desde que o plano de manejo (dieta, controle de parasitas, medicações, cuidados tópicos) seja rigorosamente seguido. A qualquer sinal de descontrole, o veterinário deve ser consultado para ajustar o tratamento.
Fatores que Influenciam a 'Cura'
- Diagnóstico Preciso: Identificar a causa correta é metade do caminho.
- Adesão ao Tratamento: Seguir as orientações veterinárias à risca, incluindo a duração dos medicamentos e a frequência dos banhos.
- Controle dos Gatilhos: Para alérgicos, evitar o contato com os alérgenos é fundamental.
- Prevenção de Complicações: Evitar que infecções secundárias se instalem.
- Genética e Imunidade: Algumas condições são intrínsecas ao animal e exigem manejo contínuo.
Portanto, se dermatite em cachorro tem cura? Sim, em muitos casos de causas específicas e tratáveis. Em outras situações, o que se alcança é um controle excelente e duradouro, permitindo que o cão viva uma vida feliz e saudável, livre do sofrimento causado pela doença de pele.
Quando Procurar Ajuda Urgente de um Veterinário?
Embora a maioria dos problemas de pele em cães possa ser manejada com acompanhamento veterinário regular, algumas situações exigem atenção imediata. Saber reconhecer os sinais de alerta pode fazer uma diferença crucial na saúde e no prognóstico do seu pet, mesmo quando a questão principal é se dermatite em cachorro tem cura.
Sinais de Alerta que Indicam Urgência
- Coceira Intensa e Incontrolável: Se o seu cão está se coçando de forma desesperada, a ponto de se machucar seriamente, a ponto de sangrar, ou se ele não consegue descansar.
- Lesões Agudas e Extensas: Feridas abertas, úlceras, bolhas, ou áreas de pele com vermelhidão intensa e inchaço repentino podem indicar uma infecção grave ou uma reação alérgica aguda.
- Sintomas Sistêmicos: Se o cão apresentar febre, letargia (falta de energia), perda de apetite, vômitos ou diarreia juntamente com os problemas de pele. Isso pode indicar uma infecção generalizada ou uma doença sistêmica grave afetando a pele.
- Dificuldade Respiratória: Em casos raros de reações alérgicas muito graves (anafilaxia), pode haver inchaço na face ou dificuldade para respirar, o que é uma emergência médica.
- Dor Evidente: Se o seu cão demonstra dor intensa ao toque nas áreas afetadas, ou se parece desconfortável ao se mover.
- Odor Fétido Intenso: Um odor muito forte e desagradável pode sinalizar uma infecção bacteriana ou fúngica profunda e em estágio avançado.
A rápida intervenção veterinária nesses casos é essencial para estabilizar o paciente, aliviar a dor e iniciar o tratamento mais adequado para prevenir complicações graves e potencialmente fatais.
Mesmo que a dermatite não tenha uma 'cura' definitiva no sentido de erradicação total, um tratamento emergencial pode salvar a vida do seu animal e restaurar seu conforto. Ignorar sinais graves pode transformar um problema manejável em uma condição de risco de vida.
Perguntas Frequentes Sobre Dermatite em Cachorros
Entender as dúvidas mais comuns ajuda a esclarecer pontos importantes sobre a dermatite em cães, especialmente em relação ao seu tratamento e prognóstico.
O que é exatamente dermatite em cachorro?
Dermatite em cachorro refere-se a uma inflamação da pele, que pode ser causada por diversos fatores como alergias, parasitas, infecções bacterianas ou fúngicas, ou até mesmo fatores genéticos e ambientais. Os sintomas mais comuns incluem coceira, vermelhidão e queda de pelo.
Meu cachorro pode ter dermatite que pega em humano?
Sim, algumas dermatites em cachorros são zoonoses, ou seja, podem ser transmitidas para humanos. A sarna sarcóptica (escabiose) é um exemplo clássico. É importante consultar um veterinário e, se necessário, um médico para identificar e tratar a condição em todos os afetados.
Quanto tempo leva para tratar a dermatite em um cachorro?
O tempo de tratamento varia enormemente. Infecções e infestações parasitárias podem ser resolvidas em algumas semanas com tratamento adequado. Doenças crônicas como atopia exigem manejo contínuo, com períodos de melhora e piora ao longo da vida do cão.
Posso usar remédios caseiros para tratar a dermatite do meu cachorro?
Remédios caseiros podem, em alguns casos, oferecer alívio temporário, mas não substituem o diagnóstico e o tratamento veterinário. O uso inadequado pode mascarar sintomas, piorar a condição ou até ser tóxico para o animal. Sempre consulte um veterinário antes de usar qualquer tratamento.
Qual o melhor shampoo para cachorro com dermatite?
Não existe um único 'melhor' shampoo, pois a escolha depende da causa da dermatite. Shampoos podem ser antibacterianos, antifúngicos, hidratantes, calmantes ou antialérgicos. O veterinário indicará o tipo mais adequado após o diagnóstico.
Meu cachorro fica sem pelo por causa da dermatite, o que fazer?
A queda de pelo (alopecia) é um sintoma comum de dermatite. Se o seu cachorro está com áreas sem pelo, procure um veterinário para investigar a causa. O tratamento adequado da dermatite geralmente resulta na recuperação do pelo perdido, embora em casos crônicos a recuperação possa ser parcial.
Se a dermatite tem cura, por que meu cachorro tem crises frequentes?
Muitas dermatites, como a atopia, são condições crônicas que não têm cura definitiva, mas podem ser controladas. As 'crises' ocorrem quando os gatilhos (alérgenos, estresse, infecções secundárias) se manifestam, e o manejo contínuo visa minimizar a frequência e a intensidade dessas exacerbações.
