Pneumonia em cachorro é grave? A gravidade da condição explicada

Sim, pneumonia em cachorro é grave e pode representar um risco significativo à saúde do seu animal de estimação. Longe de ser uma simples 'tosse de cachorro', a pneumonia é uma inflamação dos pulmões que compromete a capacidade respiratória e pode evoluir rapidamente para quadros críticos, exigindo intervenção veterinária urgente. A gravidade varia conforme a causa, a extensão da infecção e a saúde geral do cão, mas em qualquer cenário, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para a recuperação e para evitar complicações fatais.

  • Pneumonia canina é séria e requer atenção veterinária.
  • Afeta a capacidade respiratória do cão.
  • O diagnóstico e tratamento rápidos são essenciais.
  • A gravidade depende de fatores como causa e saúde do pet.

É um erro comum subestimar os sintomas respiratórios em cães, associando-os apenas a resfriados passageiros ou alergias. No entanto, quando essa inflamação atinge os pulmões, o cenário muda drasticamente. A pneumonia canina pode ser causada por diversos fatores, desde infecções bacterianas, virais ou fúngicas, até aspiração de corpos estranhos, vômito, ou substâncias irritantes. A dificuldade em respirar, a tosse persistente e a letargia são sinais claros de que algo mais sério está acontecendo. Portanto, a pergunta 'pneumonia em cachorro é grave' deve ser respondida com um enfático 'sim', incentivando os tutores a agirem com prontidão ao primeiro sinal de alerta.

A estrutura pulmonar é delicada, e qualquer inflamação significativa compromete a troca de oxigênio no sangue. Em casos severos, o cão pode ter dificuldade em realizar funções básicas, como se exercitar ou até mesmo descansar confortavelmente. A falta de oxigênio adequada pode levar a danos em outros órgãos vitais, como cérebro e coração, aumentando exponencialmente o risco. Compreender a complexidade da doença é o primeiro passo para garantir que seu amigo peludo receba o cuidado necessário sem atrasos.

Quais são os principais sintomas que indicam pneumonia em cães?

Identificar os sintomas de pneumonia em cães é crucial para buscar ajuda veterinária a tempo. A pneumonia em cachorro é grave, e os sinais podem variar em intensidade, mas alguns são mais comuns e indicam a necessidade de uma avaliação profissional imediata. Observe atentamente o comportamento e as manifestações físicas do seu pet.

O sintoma mais evidente é, sem dúvida, a tosse persistente. Ela pode ser seca e irritativa ou úmida e produtiva, muitas vezes piorando após o exercício ou em momentos de excitação. Outro sinal alarmante é a dificuldade respiratória, que se manifesta como respiração ofegante, rápida e superficial, mesmo em repouso. O cão pode apresentar o pescoço esticado em uma tentativa de facilitar a entrada de ar, e em casos avançados, pode-se notar coloração azulada nas gengivas ou língua (cianose), indicando falta severa de oxigênio.

Manifestações físicas e comportamentais a observar

Além dos sinais respiratórios diretos, outros comportamentos e condições físicas podem acompanhar a pneumonia. O cão pode apresentar febre, mostrando-se apático, sem energia e com perda de apetite. A letargia é acentuada; ele pode preferir deitar-se a ficar em pé e demonstrar relutância em se mover. Podem ocorrer espirros frequentes, especialmente se a causa for viral ou irritativa, e em alguns casos, secreção nasal clara ou amarelada pode ser observada. Se o cão apresentar vômitos e, em seguida, parecer engasgar ou tossir, a aspiração desse conteúdo para os pulmões pode ser a causa da pneumonia, o que agrava ainda mais a situação.

A respiração ofegante, mesmo sem calor, é um sinal de alerta significativo. Um cachorro que normalmente é ativo e de repente mostra fadiga ou dificuldade para completar atividades simples, como uma caminhada curta, está indicando que seu sistema respiratório está sob estresse. É importante diferenciar esses sinais de uma 'gripe canina' comum, que geralmente é menos invasiva. A pneumonia afeta diretamente o tecido pulmonar, o que explica a intensidade dos sintomas e a gravidade da condição.

A pneumonia em cachorro é grave quando não tratada a tempo, evoluindo de uma inflamação para um quadro de insuficiência respiratória.

Lembre-se que filhotes e cães idosos, bem como aqueles com sistemas imunológicos comprometidos ou doenças crônicas preexistentes, são mais vulneráveis e podem desenvolver quadros de pneumonia mais severos e com recuperação mais lenta. Portanto, qualquer alteração significativa na respiração ou no comportamento geral do seu cão deve ser investigada por um médico veterinário.

Causas comuns de pneumonia em cães: Do contágio à aspiração

Entender as origens da pneumonia em cachorros é fundamental para a prevenção e o tratamento. A pergunta 'pneumonia em cachorro é grave' ganha ainda mais peso quando se considera a variedade de fatores que podem desencadear essa condição, cada um com seu potencial de risco.

As causas mais frequentes de pneumonia em cães podem ser divididas em algumas categorias principais. As infecções são as mais comuns, incluindo: infecções bacterianas (como as causadas por Bordetella bronchiseptica, Streptococcus zooepidemicus, ou Mannheimia haemolytica), infecções virais (como o adenovírus canino tipo 2, parainfluenza) e, menos frequentemente, infecções fúngicas (como Aspergilose), especialmente em cães com sistema imunológico debilitado. Essas infecções podem ser primárias ou secundárias a outras doenças, como a própria gripe canina, que pode enfraquecer o sistema respiratório e abrir porta para bactérias.

Aspiração e fatores irritativos: perigos silenciosos

Outro fator de risco importante é a aspiração. Isso ocorre quando alimentos, líquidos (como água ou leite), vômito ou substâncias irritantes são inalados para as vias aéreas inferiores e pulmões. Cães com problemas neurológicos, distúrbios de deglutição, ou aqueles que são alimentados de forma inadequada (por exemplo, forçados a beber líquidos rapidamente) ou que sofrem engasgos frequentes estão em maior risco. A aspiração de conteúdo gástrico, por exemplo, é extremamente irritante para os tecidos pulmonares e pode levar a uma pneumonia química grave rapidamente.

Além disso, a exposição a agentes irritantes ambientais pode predispor ou agravar a pneumonia. Isso inclui fumaça (de cigarros, incêndios), poluição do ar intensa, aerossóis, poeira excessiva e produtos químicos voláteis. A inalação prolongada ou a exposição a altas concentrações dessas substâncias pode danificar o epitélio respiratório, tornando os pulmões mais suscetíveis a infecções. Um cachorro espirrando com frequência pode estar sinalizando uma irritação que, se não tratada, pode evoluir.

Condições médicas subjacentes também desempenham um papel. Cães com doenças cardíacas podem ter acúmulo de fluidos nos pulmões (edema pulmonar), que pode predispor à pneumonia. Doenças que afetam o sistema imunológico, como a cinomose ou a parvovirose em filhotes, ou cães com câncer, tornam o animal mais suscetível a infecções oportunistas, incluindo a pneumonia. A própria forma como o cão vive, como superlotação em canis ou estresse, pode aumentar a incidência de doenças respiratórias contagiosas.

Previna a pneumonia garantindo uma boa higiene no ambiente do seu pet, evite a exposição a fumaças e poluentes, e ofereça uma dieta balanceada para manter o sistema imunológico forte.

Ao tratar da pneumonia em cachorro, é fundamental que o veterinário identifique a causa primária. Um diagnóstico preciso permite direcionar o tratamento, seja com antibióticos para infecções bacterianas, antivirais, antifúngicos, ou medidas para lidar com aspirações e irritantes. Ignorar a causa pode levar a recorrências ou tratamentos ineficazes.

Diagnóstico veterinário: como confirmar a pneumonia em seu cão

Confirmar se um cachorro está com pneumonia é uma tarefa que exige conhecimento técnico e ferramentas específicas. Dada a gravidade da condição, a pergunta 'pneumonia em cachorro é grave?' deve sempre levar à consulta com um profissional. O diagnóstico veterinário é um processo multifacetado que busca não apenas identificar a inflamação pulmonar, mas também sua causa e extensão.

O primeiro passo no diagnóstico é a anamnese detalhada, onde o veterinário coleta informações sobre o histórico do cão, incluindo o início dos sintomas, possíveis exposições a outros animais doentes, histórico de vacinação, condições preexistentes e o ambiente em que vive. Segue-se o exame físico completo. Durante este exame, o veterinário auscultará os pulmões com um estetoscópio, procurando por sons anormais como crepitações (estalidos), sibilos ou diminuição dos sons respiratórios, que indicam áreas de inflamação ou acúmulo de fluido. A frequência e a profundidade da respiração, a cor das mucosas (gengivas) e a temperatura corporal também são avaliadas.

Exames complementares essenciais para o diagnóstico

Para confirmar o diagnóstico e determinar a gravidade, exames complementares são indispensáveis. O mais importante deles é a radiografia de tórax (raio-X). Este exame permite visualizar as áreas afetadas nos pulmões, identificando padrões de consolidação (áreas opacas que indicam preenchimento de alvéolos com fluido ou pus), derrames pleurais (acúmulo de líquido na cavidade torácica) e possíveis alterações em brônquios ou vias aéreas maiores. O padrão radiográfico pode, muitas vezes, sugerir a causa da pneumonia (bacteriana, fúngica, por aspiração).

Dependendo da suspeita clínica, outros exames podem ser solicitados. Um hemograma completo pode revelar aumento de células de defesa (leucócitos), indicando um processo inflamatório ou infeccioso. Uma bioquímica sérica pode avaliar a função de outros órgãos e o estado geral de saúde do animal. Em casos de suspeita de infecção bacteriana específica, a cultura bacteriana e antibiograma, realizada a partir de amostras de secreção traqueal ou lavado broncoalveolar, é crucial para identificar o agente causador e determinar quais antibióticos são mais eficazes contra ele.

O teste para doenças virais específicas também pode ser realizado se houver suspeita de doenças como cinomose ou influenza canina. Em casos de suspeita de aspiração, a visualização direta das vias aéreas através de endoscopia pode ser necessária. A broncoscopia permite inspecionar a traqueia e os brônquios, coletar amostras para cultura e, em alguns casos, remover secreções ou corpos estranhos.

A combinação desses elementos – histórico, exame físico e resultados dos exames complementares – permite ao veterinário chegar a um diagnóstico preciso. Um cachorro com tosse seca e letargia, por exemplo, pode apresentar um padrão radiográfico sugestivo de pneumonia bacteriana, guiando o tratamento com antibióticos específicos.

O diagnóstico veterinário não é apenas sobre confirmar a doença, mas sobre entender sua causa e gravidade para instituir o tratamento mais eficaz e rápido possível.

Tratamento da pneumonia em cães: O que esperar da terapia

O tratamento para pneumonia em cachorros visa combater a causa subjacente, aliviar os sintomas e suportar a recuperação do animal. Dada a seriedade da condição, onde pneumonia em cachorro é grave, o tratamento é frequentemente intensivo e requer acompanhamento veterinário rigoroso.

A base do tratamento para pneumonia bacteriana, a forma mais comum, é o uso de antibióticos. A escolha do antibiótico dependerá do agente causador identificado (se possível, através de cultura e antibiograma) ou de uma cobertura ampla que atinja os patógenos mais prováveis. A administração geralmente é oral, mas em casos mais graves, pode ser necessária a via intravenosa. É fundamental que o tutor administre a medicação exatamente como prescrita pelo veterinário e pelo tempo determinado, mesmo que o cão pareça estar melhorando, para evitar recidivas e o desenvolvimento de resistência bacteriana.

Suporte respiratório e cuidados de suporte

Além dos antibióticos, o tratamento de suporte é essencial. Para cães com dificuldade respiratória significativa, a oxigenoterapia é vital. Isso pode ser feito em ambiente hospitalar, onde o animal é mantido em uma câmara de oxigênio ou recebe o gás através de um cateter nasal ou máscara. Em casos de insuficiência respiratória severa, a ventilação mecânica pode ser necessária, exigindo internação em unidade de terapia intensiva veterinária.

Hidratação e nutrição adequadas são cruciais para a recuperação. Cães com pneumonia frequentemente perdem o apetite e podem desidratar. Fluidoterapia intravenosa (soro na veia) pode ser necessária para manter o equilíbrio hídrico e eletrolítico. A alimentação pode precisar ser adaptada, oferecida em pequenas porções ou através de sondas, se o cão não conseguir se alimentar por conta própria. É importante também auxiliar na remoção de secreções pulmonares através de técnicas como fisioterapia respiratória, se indicada pelo veterinário.

Medicamentos para alívio de sintomas, como broncodilatadores (para abrir as vias aéreas) ou mucolíticos (para fluidificar o muco e facilitar a expectoração), podem ser prescritos. Antitussígenos (supressores de tosse) geralmente não são recomendados, a menos que a tosse seja tão intensa que impeça o descanso do animal, pois a tosse ajuda a limpar as vias aéreas. Anti-inflamatórios podem ser usados para reduzir a inflamação, mas seu uso deve ser criterioso e sob orientação veterinária.

O tratamento para pneumonia fúngica ou viral difere, utilizando antifúngicos específicos ou antivirais, respectivamente, com terapias de suporte semelhantes. Se a causa for por aspiração, o manejo foca em tratar a infecção secundária e, se possível, corrigir a causa primária da aspiração. O cão com respiração ofegante persistente e febre necessitará de internação e monitoramento constante.

A recuperação da pneumonia pode levar de alguns dias a semanas, dependendo da gravidade, da causa e da resposta individual do cão ao tratamento. O acompanhamento veterinário regular é indispensável para monitorar o progresso e ajustar a terapia conforme necessário. Um cachorro com tosse seca e febre, se tratado precocemente, tem maiores chances de recuperação.

Prevenção: como reduzir o risco de pneumonia em seu cão

Embora nem sempre seja possível prevenir completamente a pneumonia em cães, especialmente quando causada por fatores externos ou doenças virais, a adoção de medidas preventivas pode reduzir significativamente o risco. Entender que pneumonia em cachorro é grave reforça a importância de focar na saúde geral e no ambiente do seu pet.

A vacinação é uma das ferramentas mais importantes na prevenção. Manter o calendário vacinal do seu cão em dia, incluindo vacinas contra doenças como cinomose, parainfluenza e adenovírus canino, ajuda a proteger contra infecções virais que podem predispor à pneumonia. A vacina contra a tosse dos canis (kennel cough), que inclui a Bordetella bronchiseptica, também é altamente recomendada, especialmente para cães que frequentam creches, hotéis, parques ou exposições.

Ambiente e cuidados gerais: pilares da prevenção

Manter um ambiente limpo e bem ventilado é crucial. Evite acúmulo de poeira, mofo e umidade excessiva, que podem favorecer o desenvolvimento de fungos e bactérias. Se possível, minimize a exposição do seu cão a fumaça de cigarro, produtos de limpeza com vapores fortes, aerossóis e outros irritantes ambientais. Um cão que passa muito tempo em ambientes fechados e com má qualidade do ar pode desenvolver problemas respiratórios.

Uma alimentação balanceada e de alta qualidade, juntamente com acesso constante a água fresca, é fundamental para manter o sistema imunológico do seu cão forte. Um sistema imunológico robusto é a primeira linha de defesa contra infecções. Evite dietas que possam causar alergias ou intolerâncias que, por sua vez, poderiam afetar a saúde geral do animal.

O controle de parasitas, tanto internos (vermes) quanto externos (pulgas e carrapatos), também contribui para a saúde geral. Parasitas podem debilitar o cão, tornando-o mais suscetível a infecções. Check-ups veterinários regulares são essenciais para monitorar a saúde do animal, detectar precocemente quaisquer sinais de doença e manter as vacinas e desparasitações em dia. Se você notar um cachorro espirrando com frequência ou com algum tipo de secreção nasal, procure orientação veterinária, pois pode ser um sinal inicial de um problema mais sério.

Evitar situações de estresse excessivo e garantir que o cão tenha descanso adequado também contribui para a saúde imunológica. Cães que vivem em ambientes muito estressantes ou superlotados são mais propensos a contrair doenças contagiosas. Para filhotes, é vital garantir que recebam colostro da mãe e que as primeiras vacinações sejam feitas o mais cedo possível para protegê-los de infecções.

Um aspecto muitas vezes negligenciado é a prevenção de aspiração. Ao alimentar seu cão, especialmente se ele tiver algum problema de saúde ou se for filhote, certifique-se de que ele esteja em uma posição confortável e que a alimentação seja feita de maneira calma, sem pressa. Se seu cão demonstra dificuldade para engolir, consulte um veterinário para investigar a causa e prevenir futuras aspirações. A atenção a estes detalhes pode salvar seu pet de uma pneumonia grave.

Complicações da pneumonia canina e prognóstico

Quando a pneumonia em cachorro é grave, as complicações podem surgir rapidamente, alterando significativamente o prognóstico. A inflamação e a infecção nos pulmões podem desencadear uma cascata de problemas que afetam não apenas o sistema respiratório, mas também outros órgãos vitais.

Uma das complicações mais temidas é o desenvolvimento de insuficiência respiratória aguda. Quando os alvéolos pulmonares ficam saturados de fluidos e pus, a troca de oxigênio no sangue torna-se severamente comprometida. Isso pode levar à hipoxemia (níveis baixos de oxigênio no sangue) e hipercapnia (acúmulo de dióxido de carbono), resultando em cianose (coloração azulada das mucosas), letargia profunda e, em casos extremos, colapso e morte. Um cachorro com respiração ofegante intensa e contínua, especialmente se acompanhada de gengivas azuladas, indica uma emergência médica.

Outras complicações sistêmicas e locais

A sepse é outra complicação séria. Quando a infecção bacteriana na pneumonia se espalha para a corrente sanguínea, pode ocorrer uma resposta inflamatória sistêmica generalizada, conhecida como sepse. Essa condição pode levar à disfunção de múltiplos órgãos, como rins, fígado e coração, aumentando drasticamente a mortalidade. A pneumonia em cachorro, especialmente se de origem bacteriana e não tratada adequadamente, tem um potencial considerável para evoluir para sepse.

Pneumotórax (presença de ar na cavidade pleural, levando ao colapso pulmonar) e derrame pleural (acúmulo de fluido na cavidade torácica) são complicações mecânicas que podem ocorrer. Esses acúmulos de pressão ou líquido dificultam a expansão dos pulmões, agravando a dificuldade respiratória. Abscessos pulmonares, coleções localizadas de pus dentro do tecido pulmonar, também podem se formar, necessitando de drenagem e tratamento antibiótico prolongado.

O prognóstico para cães com pneumonia varia amplamente. Fatores como a idade do animal (filhotes e idosos são mais vulneráveis), a presença de outras doenças (comorbidades como cardiopatias, doenças renais ou imunodeficiências), a causa da pneumonia (infecções fúngicas ou por aspiração podem ser mais difíceis de tratar), a rapidez com que o tratamento é iniciado e a resposta do animal à terapia são determinantes.

Em geral, pneumonias bacterianas tratadas precocemente em animais jovens e saudáveis têm um bom prognóstico, com recuperação completa em semanas. No entanto, cães que desenvolvem complicações severas como insuficiência respiratória aguda, sepse ou que sofrem de doenças crônicas graves, podem ter um prognóstico reservado a ruim. O acompanhamento veterinário contínuo, mesmo após a melhora dos sintomas agudos, é fundamental para garantir a recuperação total e prevenir recorrências ou sequelas a longo prazo, como fibrose pulmonar ou bronquiectasia.

Espinha reversa em cães e tosse seca: Sinais que não devem ser ignorados

A saúde respiratória dos cães pode apresentar uma variedade de sinais que, embora por vezes pareçam inofensivos, merecem atenção. Episódios de espirro reverso em cães ou uma tosse seca persistente podem ser sintomas iniciais de problemas que, se não avaliados, podem levar a condições mais sérias como a pneumonia. Compreender a diferença e a gravidade é essencial.

O espirro reverso, também conhecido como reflexo de espirro invertido, é um evento comum e geralmente benigno. Ele se manifesta como uma inspiração súbita e ruidosa, muitas vezes parecendo que o cão está engasgando ou tendo dificuldade para respirar. Ocorre devido a uma irritação ou estimulação da faringe. Embora assustador para os tutores, normalmente dura apenas alguns segundos e não requer tratamento específico, a menos que seja muito frequente ou associado a outros sintomas preocupantes. No entanto, em casos raros, pode ser um sinal de irritação crônica nas vias aéreas superiores que, se não investigada, pode predispor a problemas mais profundos, como a pneumonia.

A tosse seca: um alerta para a saúde pulmonar

A tosse seca, em contraste, é frequentemente um sintoma mais direto de irritação ou inflamação nas vias aéreas inferiores ou nos pulmões. Um cachorro com tosse seca pode apresentar um som rouco e estridente, que pode ser confundido com engasgos ou engasgos. Se a tosse seca for persistente, se agravar com o tempo, ou se for acompanhada por outros sinais como letargia, perda de apetite ou febre, é um forte indicativo de que algo mais sério está acontecendo, como bronquite ou pneumonia. A gravidade de uma pneumonia em cachorro é diretamente ligada à sua capacidade de comprometer o sistema respiratório, e a tosse é um dos primeiros avisos.

É importante que os tutores saibam diferenciar um espirro reverso passageiro de uma tosse persistente. Se você ouvir seu cão com uma tosse seca que parece 'engasgada' e não melhora, ou se ele parecer desconfortável ou com dificuldade para respirar após tossir, procure um veterinário. Um veterinário poderá realizar exames para determinar se a tosse é apenas um incômodo temporário ou um sintoma de uma condição mais grave que requer tratamento, como a pneumonia, que pode ser grave e necessitar de intervenção imediata.

Além da pneumonia, outras condições podem causar tosse seca, como colapso de traqueia, bronquite crônica, doenças cardíacas (que podem causar acúmulo de líquido pulmonar, mimetizando tosse de pneumonia) e até mesmo algumas infecções virais. A avaliação profissional é a única forma de garantir um diagnóstico correto e um plano de tratamento adequado para o seu pet. Não subestime os sinais respiratórios; eles são um canal direto de comunicação do seu cão sobre sua saúde.

Pneumonia em cachorro e a saúde humana: Zoonoses e precauções

Embora a pneumonia em cães seja primariamente uma doença que afeta o animal, é importante considerar a relação entre a saúde canina e a saúde humana, especialmente em termos de transmissão de doenças e precauções. A pergunta 'pneumonia em cachorro é grave?' também deve contemplar o bem-estar geral da família.

A maioria das causas de pneumonia em cães, como bactérias comuns (ex: Streptococcus zooepidemicus) ou vírus (ex: parainfluenza), não são consideradas zoonoses diretas, ou seja, não são transmitidas facilmente de cães para humanos. No entanto, alguns patógenos podem ter um potencial zoonótico em circunstâncias específicas ou em indivíduos com sistema imunológico muito comprometido. A Bordetella bronchiseptica, por exemplo, uma causa comum de tosse dos canis e que pode levar à pneumonia, pode raramente causar infecções respiratórias em humanos imunocomprometidos.

O risco de transmissão e precauções essenciais

O principal risco de transmissão de doenças respiratórias de cães para humanos não costuma ser a pneumonia em si, mas sim a oportunidade que uma condição de saúde debilitada em um animal oferece para a proliferação de patógenos que poderiam afetar os humanos. Por exemplo, cães com doenças respiratórias severas, como pneumonia, podem ter secreções nasais e orais contaminadas que, se não manejadas corretamente, poderiam espalhar bactérias ou vírus ambientais.

Para minimizar qualquer risco, boas práticas de higiene são fundamentais. Lavar as mãos frequentemente, especialmente após interagir com um cão doente ou limpar suas secreções, é a medida mais eficaz. Evitar o contato direto de secreções do animal com mucosas humanas (olhos, nariz, boca) é igualmente importante. Se o cão estiver tossindo ou espirrando em sua direção, tente manter uma distância segura.

No contexto de uma pneumonia em cachorro que é grave, é crucial garantir que o animal esteja isolado de outros animais e pessoas vulneráveis, se possível. A limpeza e desinfecção do ambiente onde o cão doente permanece são importantes para eliminar possíveis patógenos no ambiente. Isso é especialmente relevante se houver crianças pequenas, idosos ou pessoas com doenças crônicas em casa, cujos sistemas imunológicos podem ser mais suscetíveis a infecções oportunistas.

É importante notar que a tosse de cachorro em criança, ou em adultos, quando causada por um patógeno transmitido por cães, geralmente se manifesta como uma infecção respiratória humana, não necessariamente pneumonia canina. O mais comum é que as doenças respiratórias entre espécies sejam específicas, mas a cautela é sempre recomendada.

A pneumonia em si raramente é transmitida entre espécies, mas a manutenção de uma boa higiene e a saúde geral do cão e dos membros da família são práticas importantes para prevenir a disseminação de qualquer tipo de infecção. Consultar um médico veterinário sobre a saúde do seu pet e um médico humano sobre a sua saúde, se houver preocupação, é sempre o melhor caminho.