Entendendo a Duração da Gestação Felina
A pergunta “quanto tempo é a gestação de um gato” é fundamental para tutores, criadores e qualquer pessoa que lide com felinos. Em média, a gestação de uma gata dura entre 63 e 65 dias, o que equivale a aproximadamente nove semanas. Esse período, embora relativamente curto quando comparado a outras espécies de mamíferos, é intensamente transformador para a gata e requer cuidados específicos para garantir a saúde dela e o desenvolvimento adequado dos filhotes. Compreender essa temporalidade permite antecipar necessidades, preparar o ambiente e oferecer o suporte necessário para uma gravidez tranquila e um parto bem-sucedido.
- A gestação felina dura em média 63-65 dias.
- O período equivale a cerca de nove semanas.
- Cuidados especiais são necessários durante a gravidez.
- Entender a duração ajuda a preparar o tutor.
Este período de nove semanas é marcado por mudanças hormonais e físicas significativas na fêmea. Desde a concepção até o momento do parto, a gata passa por fases distintas que influenciam seu comportamento, apetite e necessidades nutricionais. Saber o tempo exato ou estimado da gestação é o primeiro passo para uma tutoria responsável, permitindo que o tutor se informe sobre os sinais de gravidez, as alterações fisiológicas e as melhores práticas de manejo para assegurar que a futura mamãe esteja nas melhores condições possíveis.
A variabilidade na duração, embora pequena, pode existir. Algumas gatas podem dar à luz um pouco antes, a partir do 58º dia, ou um pouco depois do 65º dia. Fatores como a raça, o número de filhotes na ninhada e até mesmo a saúde geral da gata podem influenciar ligeiramente essa contagem. No entanto, o intervalo de 63 a 65 dias é o mais comum e o que a maioria dos veterinários considera como o padrão. Portanto, ao notar os primeiros sinais de gravidez, é prudente começar a cronometrar e planejar os próximos passos.
A importância de conhecer o tempo de gestação vai além da curiosidade. Para criadores profissionais, é vital para o planejamento de eventos, vendas e cuidados veterinários. Para tutores de gatos domésticos, especialmente aqueles que convivem com fêmeas não esterilizadas, entender a gestação é crucial para a saúde e o bem-estar do animal. Uma gravidez não planejada pode ser estressante para a gata e para o tutor, caso não haja preparo. A informação correta, disseminada de forma clara e acessível, capacita os tutores a tomarem as melhores decisões, desde a esterilização até o acompanhamento de uma gestação confirmada.
A temporalidade da gestação felina está intrinsecamente ligada ao ciclo reprodutivo das gatas. Elas são poliéstricas sazonais, o que significa que entram no cio (período fértil) várias vezes durante o ano, especialmente em épocas de maior luminosidade. Se a gata não for esterilizada, ela pode engravidar durante um desses períodos de cio. O conhecimento sobre quanto tempo dura o cio do gato e como ele se relaciona com a concepção é, portanto, um pré-requisito para entender a gestação em si. Um cio típico pode durar de 4 a 10 dias, e a ovulação geralmente ocorre cerca de 24 a 36 horas após o acasalamento.
O Ciclo Reprodutivo e a Concepção
Para entender completamente quanto tempo é a gestação de um gato, é útil contextualizar o ciclo reprodutivo. As gatas atingem a maturidade sexual entre 4 a 12 meses de idade, dependendo da raça e do desenvolvimento individual. Quando não esterilizadas, entram em cio, um estado de receptividade sexual. Durante o cio, a gata emite sinais vocais e comportamentais para atrair machos. O acasalamento bem-sucedido, seguido pela ovulação induzida pela cópula, inicia o processo de fertilização e, consequentemente, a gestação. É a partir deste momento que a contagem dos 63 a 65 dias começa.
A variabilidade em “com quantos meses a gata entra no cio” é notável. Gatas jovens podem ter seu primeiro cio mais cedo, enquanto outras podem demorar um pouco mais. Esse primeiro cio é um marco importante para a reprodução, caso não seja realizada a esterilização. Saber identificar os sinais de cio, como miados mais altos, esfregar-se em objetos e pessoas, e posturas de lordose, é essencial para prevenir gestações indesejadas ou para planejar um acasalamento.
Identificando os Sinais de Gravidez em Gatas
Quando um tutor suspeita que sua gata pode estar prenha, a primeira dúvida que surge é: “como saber se a gata está grávida?”. A detecção precoce da gestação é crucial para iniciar os cuidados adequados o mais rápido possível. Os sinais mais evidentes costumam aparecer algumas semanas após o acasalamento, geralmente a partir da terceira ou quarta semana. Um dos indicativos mais notórios é o “rubor das mamas” ou “mamas rosadas”, onde os mamilos da gata tornam-se mais proeminentes e de cor mais avermelhada. Este é um dos primeiros sinais físicos a serem observados.
Outro sinal comum é o aumento do apetite. A gata prenha precisará de mais calorias para sustentar o crescimento dos fetos e as mudanças corporais. Você pode notar que ela come mais, pede comida com mais frequência ou demonstra interesse por alimentos mais calóricos. O ganho de peso gradual também é esperado, embora no início possa ser sutil. O corpo da gata começa a se adaptar para acomodar a ninhada, o que leva a um aumento na circunferência abdominal, especialmente nas fases mais avançadas da gestação.
Mudanças comportamentais também são comuns. Algumas gatas tornam-se mais afetuosas e buscam mais atenção e carinho, enquanto outras podem se tornar mais reservadas e preferir ficar sozinhas. É uma fase de transição, e o temperamento individual da gata ditará como ela lidará com as mudanças hormonais e físicas. A busca por um local tranquilo e seguro para o parto, conhecido como “ninho”, também pode começar a se manifestar nas últimas semanas de gestação. A gata pode vasculhar armários, gavetas ou cantos mais isolados da casa.
Confirmação Veterinária: O Passo Definitivo
Embora os sinais físicos e comportamentais possam ser fortes indicadores, a confirmação da gravidez deve ser feita por um médico veterinário. Existem métodos específicos que garantem o diagnóstico preciso. O veterinário pode realizar um exame físico tátil, sentindo os fetos em desenvolvimento no abdômen da gata, geralmente a partir do 20º dia. Ultrassonografias abdominais são altamente eficazes a partir do 15º dia de gestação, permitindo não apenas confirmar a gravidez, mas também estimar o número de filhotes e verificar a saúde fetal.
Em alguns casos, radiografias podem ser utilizadas nas últimas semanas de gestação (após o 40º dia), pois os esqueletos dos fetos começam a se calcificar, tornando-os visíveis. O veterinário também pode solicitar exames de sangue para detectar hormônios específicos da gravidez. A consulta veterinária é indispensável para receber orientação sobre nutrição adequada, cuidados pré-natais e para identificar possíveis complicações que possam surgir durante a gestação. Não confie apenas em sinais caseiros; a saúde da sua gata e dos futuros filhotes depende de um diagnóstico profissional.
É essencial que qualquer suspeita de gravidez seja verificada por um profissional para garantir o bem-estar da fêmea e dos filhotes.
Nutrição e Cuidados Essenciais Durante a Gestação
A nutrição desempenha um papel vital durante todo o período de “quanto tempo é a gestação de um gato”. À medida que a gravidez avança, as necessidades nutricionais da gata aumentam significativamente para suportar o crescimento dos fetos e manter sua própria saúde. A dieta deve ser rica em calorias, proteínas de alta qualidade, vitaminas e minerais, especialmente cálcio e fósforo, essenciais para o desenvolvimento ósseo dos filhotes e para a saúde da mãe.
A transição para uma dieta específica para gestantes ou filhotes é frequentemente recomendada. Alimentos formulados para filhotes geralmente contêm os níveis mais elevados de calorias e nutrientes necessários. A alimentação deve ser oferecida em porções menores e mais frequentes ao longo do dia, pois o espaço no abdômen da gata diminui com o crescimento dos fetos, tornando a ingestão de grandes quantidades de uma só vez desconfortável. Acesso constante a água fresca e limpa também é fundamental.
Além da nutrição, o ambiente da gata gestante deve ser adaptado para garantir seu conforto e segurança. Reduza o estresse e evite situações que possam assustá-la ou perturbá-la. A atividade física moderada é benéfica, mas deve-se evitar brincadeiras bruscas ou saltos de grandes alturas, especialmente nas últimas semanas. O tutor deve observar atentamente qualquer sinal de desconforto, apatia excessiva ou perda de apetite, que podem indicar problemas e necessitar de atenção veterinária imediata.
Preparando o Ninho: Um Espaço Seguro
Nas semanas finais da gestação, a gata começará a procurar um local seguro e tranquilo para parir. É importante oferecer a ela um “ninho” preparado com antecedência. Este espaço deve ser acolhedor, limpo, aquecido e longe de áreas de grande circulação ou barulho. Uma caixa de papelão com laterais altas, forrada com cobertores macios, toalhas limpas ou jornal, é uma opção comum e eficaz. O local escolhido deve permitir que a gata se sinta protegida, mas também que o tutor possa monitorá-la discretamente.
Posicionar o ninho em um local de preferência da gata, como um armário espaçoso, um canto de um cômodo tranquilo ou uma cama macia, pode incentivar seu uso. Mantenha o ambiente limpo, trocando os forros conforme necessário, mas evite limpá-lo excessivamente ou movê-lo perto do parto, para não causar estresse. Introduzir a gata ao ninho alguns dias antes do parto previsto pode ajudá-la a se familiarizar e aceitar o local como seu espaço seguro para dar à luz e cuidar dos recém-nascidos.
Prepare o ninho com antecedência e o coloque em um local onde a gata se sinta segura e protegida, permitindo que ela se habitue antes do momento do parto.
Observe atentamente a gata gestante, pois mudanças abruptas em seu comportamento ou apetite podem indicar a necessidade de intervenção veterinária.
O Parto Felino: O Que Esperar
O clímax do período de “quanto tempo é a gestação de um gato” é o parto, conhecido como ovelha ou parição felina. Geralmente, as gatas são animais independentes e capazes de realizar o parto sem intervenção humana. No entanto, é fundamental que o tutor esteja preparado para monitorar o processo e intervir apenas se necessário. Os sinais de que o parto está próximo incluem inquietação, miados frequentes, perda de apetite, lambedura excessiva da região genital e, às vezes, secreção vaginal.
O trabalho de parto em si pode ser dividido em três estágios. O primeiro estágio envolve contrações uterinas que podem não ser visíveis externamente, mas que causam inquietação e desconforto na gata. O segundo estágio é a expulsão dos filhotes. As contrações tornam-se mais fortes e visíveis, e a gata pode empurrar para dar à luz. Cada filhote geralmente nasce envolto em uma bolsa amniótica, que a mãe instintivamente rompe, limpa e corta o cordão umbilical. Entre um filhote e outro, pode haver um intervalo que varia de alguns minutos a mais de uma hora.
O terceiro estágio envolve a expulsão da placenta. A gata pode expelir uma placenta após cada filhote ou após alguns. É normal que ela ingira as placentas, pois são ricas em nutrientes e ajudam a estimular a lactação. No entanto, se a gata expelir um número excessivo de placentas em relação ao número de filhotes, ou se parecer doente após o parto, é crucial procurar um veterinário, pois isso pode indicar retenção placentária, uma condição perigosa.
Quando Intervir: Sinais de Alerta
Embora a maioria dos partos felinos ocorra sem complicações, é importante saber reconhecer quando a intervenção é necessária. Sinais de alerta incluem:
- Trabalho de parto prolongado (mais de 24 horas de contrações fortes sem a expulsão de um filhote).
- Sangramento vaginal excessivo e contínuo.
- Secreção vaginal com odor fétido ou de cor escura.
- Filhotes nascendo sem vida ou fracos demais para respirar.
- A gata parecer exausta, apática ou em dor extrema.
- Período muito longo entre o nascimento de um filhote e outro (mais de 2 horas de contrações fortes).
Se qualquer um desses sinais ocorrer, entre em contato imediatamente com seu veterinário ou com uma clínica veterinária de emergência. Uma intervenção rápida pode salvar a vida da mãe e dos filhotes. O veterinário poderá avaliar a situação, administrar medicamentos para auxiliar nas contrações, realizar uma cesariana de emergência se necessário, ou tratar complicações como infecções ou hemorragias.
A presença e o monitoramento discreto do tutor podem oferecer segurança à gata, mas a intervenção só deve ocorrer em caso de necessidade clara e sob orientação profissional.
Pós-Parto e Cuidados com os Filhotes
Após o parto, o período que se segue é igualmente importante para a saúde da mãe e o desenvolvimento dos recém-nascidos. A gata em estado de puerpério (o período pós-parto) precisa de atenção contínua. O principal cuidado é garantir que ela esteja se recuperando bem, amamentando os filhotes e se alimentando adequadamente. A dieta rica em nutrientes deve ser mantida e, se possível, aumentada para suprir a demanda da lactação.
A limpeza da área do ninho é essencial para prevenir infecções. Troque os forros sujos por limpos diariamente ou sempre que necessário. Observe a gata quanto a sinais de mastite (inflamação das mamas), metrite (inflamação do útero) ou qualquer sinal de infecção ou desconforto. Se a gata parecer apática, recusar-se a amamentar, ou se as mamas estiverem vermelhas, quentes ou inchadas, procure um veterinário imediatamente.
Os filhotes recém-nascidos são completamente dependentes da mãe. Eles precisam de calor, leite materno e estímulo para urinar e defecar nas primeiras semanas. A mãe geralmente cuida de toda essa higiene, lambendo os filhotes para estimular essas funções. O tutor deve garantir que os filhotes estejam mamando regularmente, que estejam aquecidos (a mãe fornece o calor necessário) e que pareçam saudáveis, com peso adequado e sem sinais de vômito ou diarreia.
Acompanhamento Veterinário dos Filhotes
Nas primeiras semanas de vida, os filhotes de gato são muito frágeis. O acompanhamento veterinário é crucial para garantir que eles se desenvolvam de forma saudável. Geralmente, a primeira consulta veterinária para os filhotes ocorre entre 6 a 8 semanas de vida, momento em que o veterinário pode avaliar seu desenvolvimento geral, realizar um exame físico completo e iniciar o protocolo de vacinação e desparasitação.
Antes dessa primeira consulta oficial, se houver qualquer preocupação com a saúde dos filhotes – como letargia, falta de apetite, dificuldade para mamar, vômitos, diarreia ou qualquer sinal de fraqueza – é fundamental buscar orientação veterinária. O veterinário poderá orientar sobre a alimentação adequada, o controle de parasitas e o cronograma de vacinação, que são passos essenciais para protegê-los de doenças comuns na infância felina. A esterilização, quando apropriado, também será discutida.
Monitore o peso dos filhotes diariamente nos primeiros dias; um ganho constante é um bom indicador de que estão mamando bem e saudáveis.
A saúde da mãe e dos filhotes no pós-parto depende de um ambiente limpo, nutrição adequada e vigilância atenta a quaisquer sinais de complicação.
Fatores Que Influenciam a Duração da Gestação
Embora o período de “quanto tempo é a gestação de um gato” seja geralmente consistente, alguns fatores podem influenciar ligeiramente essa duração. A principal variação, como mencionado, está na própria fisiologia da espécie, com a média de 63 a 65 dias servindo como referência. No entanto, entender essas influências ajuda a ter uma perspectiva mais completa sobre o ciclo reprodutivo felino.
A raça do gato pode ter um papel. Gatas de raças puras com características físicas específicas, como raças com focinhos mais achatados (braquicefálicas), por exemplo, podem, em alguns casos, apresentar variações na duração da gestação ou em sua resolução, embora essa influência seja menos pronunciada em gatos do que em cães. A conformação corporal e as características genéticas inerentes a cada raça podem, em teoria, afetar a dinâmica do desenvolvimento fetal.
O número de filhotes na ninhada também pode ser um fator. Teoricamente, ninhadas maiores podem levar a uma gestação ligeiramente mais curta, pois o espaço uterino se torna mais limitado mais cedo, ou, inversamente, a uma gestação mais longa se os fetos não atingirem a maturidade para o parto no tempo esperado. No entanto, essa correlação não é tão direta quanto em outras espécies e a saúde geral da mãe e dos fetos é um determinante mais forte.
Saúde Materna e Fetal: Determinantes Chave
A saúde geral da gata gestante é, sem dúvida, o fator mais crítico. Uma gata com boa saúde, bem nutrida e sem condições médicas preexistentes tem maior probabilidade de ter uma gestação dentro do prazo esperado e sem complicações. Doenças como infecções, problemas renais, diabetes ou outras condições crônicas podem afetar o desenvolvimento fetal e a duração da gravidez, potencialmente levando a partos prematuros ou a fetos com desenvolvimento inadequado.
Da mesma forma, a saúde dos fetos é um fator determinante. Se os fetos se desenvolvem de forma saudável e atingem a maturidade fisiológica necessária para sobreviver fora do útero, o parto tende a ocorrer dentro do período normal. No entanto, em casos de problemas no desenvolvimento fetal, má nutrição placentária ou outras anomalias, a gestação pode ser prolongada ou interrompida prematuramente. O acompanhamento veterinário é fundamental para monitorar esses aspectos.
A saúde da mãe e a viabilidade dos fetos são os fatores mais determinantes para o momento exato em que o parto felino ocorrerá.
Prevenindo Gestação Indesejada: A Esterilização
A questão “quanto tempo é a gestação de um gato” só se torna uma preocupação prática quando uma gravidez é planejada ou ocorre. Para a grande maioria dos tutores de gatos domésticos, a prevenção de gestações indesejadas é a abordagem mais responsável e benéfica. A esterilização (ou castração) da fêmea é o método mais eficaz e definitivo para evitar a reprodução e seus consequentes desafios, tanto para o animal quanto para o tutor.
A esterilização, cirurgicamente conhecida como ooforectomia ou oooforohisterectomia, remove os ovários e, frequentemente, o útero. Este procedimento não só impede a gravidez, mas também elimina os ciclos de cio, o que significa que a gata não passará mais pelos desconfortos comportamentais e vocais associados a esse período. Além disso, a esterilização reduz significativamente o risco de certas doenças graves, como tumores mamários e infecções uterinas (piometra), que podem ser fatais.
O momento ideal para esterilizar uma gata é geralmente antes que ela atinja a maturidade sexual e tenha seu primeiro cio, algo em torno dos 4 a 6 meses de idade. No entanto, a cirurgia pode ser realizada com segurança em gatas mais velhas, mesmo que já tenham tido filhotes. A decisão sobre o momento exato deve ser tomada em conjunto com um médico veterinário, que avaliará a saúde geral do animal e fornecerá as recomendações mais adequadas.
Benefícios Amplos da Esterilização Felina
Os benefícios da esterilização vão muito além da simples prevenção da gravidez. Para a gata, significa uma vida mais longa, saudável e com menos riscos de doenças reprodutivas. Comportamentalmente, a esterilização pode reduzir comportamentos indesejados associados ao cio, como vocalizações excessivas, tentativas de fuga para acasalar e maior territorialismo. Uma gata esterilizada tende a ser mais calma e focada em seu tutor e ambiente familiar.
Do ponto de vista da saúde pública e do bem-estar animal em larga escala, a esterilização é a ferramenta mais poderosa para controlar a superpopulação de animais de estimação. Gatas que não são esterilizadas podem ter múltiplas ninhadas por ano, e cada ninhada pode conter vários filhotes. Sem controle, o número de animais abandonados, que sofrem maus-tratos ou que acabam em abrigos superlotados, aumenta exponencialmente. A esterilização é um ato de responsabilidade que contribui para a redução do número de animais abandonados e para a melhoria da qualidade de vida de todos os felinos.
Discuta com seu veterinário as vantagens da esterilização precoce (antes dos 6 meses), que pode oferecer benefícios adicionais em termos de prevenção de comportamentos de marcação e fugas.
A esterilização é a forma mais ética e eficaz de prevenir gestações indesejadas, promovendo a saúde e o bem-estar do seu felino e contribuindo para o controle populacional.
Desmistificando Mitos Comuns Sobre Gestação Felina
Quando se discute “quanto tempo é a gestação de um gato” e os cuidados associados, é comum que mitos e desinformação surjam. Um mito persistente é que gatas mais velhas ou que já tiveram filhotes não conseguem engravidar ou têm gestações mais complicadas. Na verdade, gatas que não foram esterilizadas continuam férteis durante toda a sua vida reprodutiva, independentemente da idade ou do número de ninhadas anteriores. A maturidade sexual pode variar, mas a fertilidade geralmente se mantém até que a fêmea atinja uma idade avançada e seus ciclos reprodutivos cessem naturalmente.
Outro equívoco é acreditar que uma gata grávida precisa de uma dieta muito restritiva ou, ao contrário, de excessos alimentares sem controle. Como já abordamos, a nutrição deve ser especial, com mais calorias e nutrientes essenciais, mas isso não significa oferecer qualquer tipo de alimento em excesso. Uma dieta equilibrada, formulada para gestantes ou filhotes, é o ideal. Dar restos de comida humana ou alimentos inadequados pode causar problemas digestivos, obesidade ou deficiências nutricionais.
Acreditar que gatos machos castrados podem de alguma forma influenciar ou prejudicar uma gata prenha é outro mito. Uma vez castrado, o macho não tem mais capacidade reprodutiva e não representa risco para uma fêmea gestante. A convivência pacífica entre gatos esterilizados e não esterilizados, mesmo que a fêmea esteja prenha, geralmente não apresenta problemas, a menos que haja um histórico de conflito entre os animais.
Mitos Comportamentais e de Saúde
Um mito comum é que se uma gata é tocada por um humano durante a gestação, ela rejeitará os filhotes. Isso não é verdade. Gatas são animais inteligentes e reconhecem seus filhotes pelo cheiro e pelo vínculo materno. O contato humano, especialmente se a gata for acostumada com ele, não interfere nesse reconhecimento. Pelo contrário, o manejo gentil e a socialização precoce dos filhotes pelos tutores são benéficos para seu desenvolvimento comportamental.
Também é falso que uma gata que não demonstra muitos sinais físicos de gravidez não está realmente prenha ou que a gestação é menos saudável. Algumas gatas podem apresentar ganho de peso e inchaço abdominal menos evidentes, ou podem ter uma gestação mais silenciosa em termos de mudanças comportamentais. A confirmação por um veterinário é o único meio confiável de diagnosticar a gravidez. A ausência de sinais externos óbvios não significa ausência de vida fetal.
Desconfie de informações não embasadas cientificamente; a saúde e o bem-estar do seu felino durante a gestação dependem de cuidados baseados em conhecimento veterinário confiável.
Quando Procurar Ajuda Veterinária Urgente
Saber “quanto tempo é a gestação de um gato” e como cuidar dela é essencial, mas é igualmente crucial reconhecer quando a situação exige atenção veterinária imediata. A saúde e a vida da gata e de seus filhotes podem depender da rapidez com que um problema é identificado e tratado. É preciso estar vigilante aos sinais de complicação em todas as fases da gestação, parto e pós-parto.
Durante a gestação, procure um veterinário sem demora se notar os seguintes sinais de alerta: sangramento vaginal (qualquer quantidade), secreções anormais (malcheirosas, com cor estranha), dor abdominal intensa, febre, letargia extrema, recusa total em comer ou beber por mais de 24 horas, ou qualquer sinal de que a gata se sente mal. Vômitos persistentes também são um motivo de preocupação.
No momento do parto, os sinais de alerta são ainda mais críticos: trabalho de parto que dura mais de 24 horas sem a expulsão de filhotes, sangramento contínuo e abundante, secreção escura ou fétida, filhotes que nascem sem vida ou que não respiram, ou um intervalo superior a duas horas entre o nascimento de filhotes enquanto a gata ainda está em trabalho de parto ativo. A gata exausta ou em sofrimento evidente também requer atenção imediata.
Pós-Parto e Filhotes em Risco
O período pós-parto também pode apresentar emergências. Sinais de alerta na mãe incluem febre, letargia, falta de apetite, secreção vaginal malcheirosa ou com sangue em excesso, e mamas vermelhas, quentes, inchadas ou doloridas (sinais de mastite). A recusa em cuidar dos filhotes ou em amamentá-los também pode indicar um problema subjacente que precisa de avaliação veterinária.
Para os filhotes, qualquer sinal de fraqueza, dificuldade em mamar, vômitos, diarreia, desidratação, perda de peso ou incapacidade de manter a temperatura corporal (filhotes frios) são motivos para buscar ajuda veterinária de emergência. Filhotes que parecem muito pequenos, fracos ou que não demonstram reflexos de sucção adequados necessitam de avaliação profissional imediata para aumentar suas chances de sobrevivência.
Tenha sempre o contato de uma clínica veterinária de emergência 24 horas à mão, pois complicações podem ocorrer a qualquer momento, inclusive durante a madrugada ou fins de semana.
A vigilância constante e a pronta comunicação com o veterinário são as melhores estratégias para garantir a segurança e o sucesso da gestação e do desenvolvimento dos filhotes.
